Celular

Era tudo mais simples. Tínhamos mais amigos de corpo presente, mais calor humano, mais amor compartilhado, mais momentos vivenciados.

Tudo era diferente.

Nossos dias não eram blocos quebrados e não tinham atividades incompletas. 

Sim, não conhecíamos tantas pessoas e nem tínhamos a habilidade social que temos hoje. Mas você reparou que nossos amores eram mais verdadeiros?

Quando não tínhamos o celular, éramos obrigados a olhar nos olhos. A sentir o nervosismo. A inventar alguma coisa pra fazer no ócio, a ser criativo (a) em meio ao tédio, a se virar pra hora passar.

Os beijos eram sentidos e desejados, sem o pensamento discreto de querer logo tirar uma foto e postar. Nós queríamos apenas amar. Se apaixonar.

Chorávamos mais? Sim! Mas sentíamos mais, vivíamos mais e fugíamos menos.  

Que o celular auxilie nossa vida, mas não se torne uma extensão de nós.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s